Essential Skills: as competências fundamentais para um novo mundo - Blog WIS Educação

Essential Skills: as competências fundamentais para um novo mundo

“…a verdade inconveniente é que chega um ponto
em que você precisa parar de pensar
e simplesmente agir.” (Roman Krznaric)

 

Você que nos acompanha por aqui já deve ter visto os dois primeiros capítulos dessa série que denominamos de Uma Escola de Habilidades para o Hoje. Trouxemos uma primeira apresentação sobre o motivo de não sermos mais uma escola de habilidades para o futuro. Igor Salotto falou de como nos movemos pela inovação, do impacto da pandemia nos negócios e da realidade do mundo VUCA. Como bem ressaltou ele, não podemos ser experts em dizer que sabemos, mas, sim, pessoas aptas a colocar o conhecimento em prática.

No segundo capítulo, a Paula Motta falou sobre a Sociedade do Conhecimento e a necessidade de mudança do nosso mindset para o desenvolvimento de competências. Ela transcorreu muito bem sobre as métricas que mediam o nosso aprendizado há alguns anos e como tudo isso perdeu o sentido em uma sociedade de ascensão tecnológica – e em especial agora, em uma sociedade pós-pandemia – dando lugar à métrica pela competência: ou seja, o que você efetivamente sabe fazer.

Hoje eu quero falar com você de forma mais profunda sobre o desenvolvimento de Competências e o sobre nosso papel dentro deste cenário de desenvolvimento de capacidades para um futuro que já chegou. Passaremos pelas Hard Skills, pelas Soft Skills, até chegarmos às Essential Skills, como chamamos aqui na WIS, numa visão integral sobre as habilidades exigidas em nossos tempos, que muitos economistas chamam de Quarta Revolução Industrial ou mesmo de Era Exponencial.

“Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes.” (Klaus Schwab)

Talvez você nunca tenha parado para pensar em como a sua educação se desenvolveu ao longo do tempo, mas ela obedeceu – em todas as fases – aos seguintes padrões: conteúdo pré-formatado (o mesmo conteúdo para um grupo de pessoas), linear (você precisou seguir o que programaram pra você), passivo ou receptivo (do(a) professor(a) para o(a) aluno(a)), baseado em certo e errado, objetivando levar você à escolha de uma profissão no final da jornada.

“A maneira como a educação pode nos prender às nossas carreiras, ou pelo menos direcionar substancialmente o caminho que seguimos, não seria problemática se fôssemos excelentes juízes de nossas personalidades e interesses futuros.[…] O resultado é que as pessoas muitas vezes se veem presas em carreiras que não combinam com a sua personalidade, seus ideais ou expectativas.” (Roman Krznaric, no livro Como encontrar o trabalho da sua vida).

O que propusemos desde o início da nossa vida aqui na WIS foi a adaptação do nosso conteúdo às necessidades do mercado. É claro que não chegamos à maturidade da nossa metodologia da noite pro dia. Mas, no caminho, vivenciamos de perto os desafios dos nossos profissionais, bem como as lacunas do mercado, para entender que, o que faz total sentido, é um novo processo de aprendizagem. Sim, acreditamos em uma aprendizagem auto-dirigida, ou seja, fundamentada no conceito de heutagogia. Você não sabe o que é isso? Vem que eu te explico.

A Heutagogia é, por definição, “o conceito de aprendizagem autodirecionada em que o aluno é o gestor e programador de seu próprio processo de aprendizagem através do autodidatismo, autodisciplina e auto-organização. A heutagogia propõe um processo educacional no qual o estudante é o único responsável pela aprendizagem, sendo um modelo alinhado à Tecnologia da Informação e Comunicação e às inovações de e-learning” (Wikipedia, 2020).

Ou seja, indo num sentido oposto da Pedagogia (ensino de crianças, adolescentes) e da Andragogia (ensino de adultos), a Heutagogia promove a liberdade de aprendizado, permitindo que você mesmo construa a sua jornada, sem padrões, sem formatos pré-definidos, maleável e adaptável ao misto de conhecimentos que precisamos ter para sermos profissionais prontos pra nossa era.

Se você já conhece o nosso Método, ou mesmo conhece o nosso propósito, saberá que ele está fundamentado na busca pela Sabedoria. Inclusive, o nosso nome vem do radical dessa palavra em inglês – wisdom – e consolida a nossa missão de desenvolver profissionais que cheguem ao topo da pirâmide do conhecimento.

Imagem extraída da Metodologia Autoral WIS, disponível para consulta em https://issuu.com/wiseducacao/docs/wis_livro__pdf

Nosso modelo de ensino sempre esteve em sintonia com o movimento dos mercados em disrupção. É por isso que, mais uma vez, nos adaptamos a um novo ciclo que se inicia com os impactos e desafios trazidos pela Covid-19 aos negócios e às pessoas, como um todo. E hoje queremos não apenas explicar todo o sentido das nossas ações, mas, principalmente, reforçar a nossa essência e no que acreditamos. Não se trata apenas de desenvolver habilidades, sejam elas hard ou soft. Trata-se de acreditar na aprendizagem como forma de mudar o mundo. E precisamos de uma nova forma de aprender.

Conforme eu expliquei anteriormente, durante anos estudamos e aprendemos de forma linear. Você não escolhia o que aprender. O seu conteúdo de aprendizagem era escolhido e empurrado “goela abaixo”, muitas vezes em fórmulas e mais regrinhas para decorar. Preocuparam-se em desenvolver tão somente as nossas hard skills, aquelas habilidades mais facilmente quantificadas. Ou seja, elas são mais tangíveis e muitos as classificam como habilidades técnicas. Temos vários exemplos delas: matemática, gestão de projetos, medicina, e por aí vai. Elas estão ligadas a maior parte das profissões existentes hoje e possuem uma relação mais direta com as atividades operacionais que fazemos em nossas profissões.

As soft skills, por outro lado, ficaram de lado nesse modelo educacional. E hoje, em tempos de automação e em que a tecnologia pode substituir grande parte desses conhecimentos técnicos, passou-se a exigir habilidades cada vez mais humanas, mas não desenvolvidas pela maioria das pessoas. Elas são habilidades mais subjetivas, difíceis de serem quantificadas como as hard skills. Estão mais conectadas a nossa forma de nos relacionarmos com as pessoas. Exemplo: atitude, empatia, liderança, resolução de conflitos, pensamento criativo, resiliência, trabalho em equipe, dentre outras.

Quando falamos em Essential Skills aqui na WIS, queremos falar da junção das duas: hard + soft. Se antes abordávamos as duas classes de habilidades em momentos distintos, hoje concatenamos as abordagens em um momento único. Assim, em nossas soluções de aprendizagem, procuramos inserir conhecimentos soft dentro dos programas de hard skills. Não é apenas um discurso de branding ou de venda, é a nossa base.

Nosso modelo de aprendizagem é sustentado em 7 pilares de habilidades humanas: (1) Entreguividade, (2) Empreendedorismo, (3) Confiança Criativa, (4) Capacidade de Resolver Problemas, (5) Colaboração e Comunidade, (6) Comunicação e (7) Disrupção Pessoal. Para não alongar o nosso texto, deixo abaixo um infográfico que abrange um pouco de cada uma delas.

Você deve ter notado que não estamos no mercado para brincadeira. A aprendizagem tem um valor enorme para nós. Queremos romper com os padrões de educação convencionais, pois já sabemos há muito tempo que eles não atenderão às necessidades de tempos exponenciais. Novos tempos, novas soluções. Vamos romper com os padrões industriais de ensino!

Em nosso quarto e último capítulo, Léo Carraretto vai apresentar o que é ser uma Escola de Habilidades para o Hoje, mostrando com bastante clareza o modelo de negócio da WIS dentro do nosso Ecossistema de Aprendizagem. Você vai conhecer melhor sobre as nossas Formações, sobre nossos MBI – Master in Business Innovation, sobre o WISLab, nosso laboratório de desenvolvimento de competências, bem como sobre os Programas de Aprendizagem Corporativa, que vão de treinamento in company à atuação como Content Provider, produto WIS que já atende hoje empresas como Kroton e Samarco.

Ele também apresentará as startups e as Spin-offs que compõem o nosso ecossistema, bem como parceiros essenciais para construirmos uma ruptura nos modelos de aprendizagem e seguirmos para uma cultura de aprendizagem ao longo da vida, que nos prepare para enfrentar a volatilidade do mundo digital.

Não é fácil romper com antigos padrões, eu sei. Em especial, quando somos jogados dentro um cenário tão confuso como o que estamos vivendo. Mas, acredite: se você, em vez de destinar seus esforços ao consumo desenfreado de conteúdos e cursos aleatórios, decidir focar em escolhas que lhe tragam um aprendizado efetivo, será mais fácil retornar ao novo normal que todos iniciaremos daqui em diante.

Aprender, Desaprender e Reaprender. Guarde isso com você e será mais fácil dar forma ao futuro. Boa jornada!

Luciana Canavese

Luciana Canavese

Co-Founder e Head de Cultura e Experiência na WIS. Apaixonada pela vida, pela natureza e pelo conhecimento, acredita que o mundo pode ser um lugar melhor se transformado por pessoas incríveis.

Enviar Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *